O artigo consiste na apresentação de exercícios, que podem ajudar o executante a tocar clarinete com mais confiança. Alguns exercícios são conhecidos por muitos clarinetistas, já outros são adaptados. Começando com exercícios mais simples, o artigo demonstra também exemplos mais focados na técnica (velocidade e controlo dos dedos) e nas diferentes articulações.
O exercício 1, demontrado na imagem seguinte, consiste em tocar a escala cromática de dó, sempre com o auxílio do dó, na base, após cada nota.

O exercício acima, pode ser tocado com todos os intervalos ligados, onde neste caso está representado de forma ascendente. O ideal é, depois de terminar no dó médio, seguir com a mesma sequência até ao dó agudo. De seguida, o exercício está representado de forma descendente.

Os intervalos acima podem ser tocados ligados, sempre mantendo a abertura da garganta e a melhor qualidade de som, nos intervalos maiores. O exercício é tocado lentamente (a 60 por exemplo), onde se podem tocar 4 notas e depois fazer a respiração, e assim sucessivamente.
O exercício 2, é tocado com um grupo de 3 notas, que vão subindo gradualmente. Pode ser tocado em diferentes tonalidades, onde o ideal é começar com as tonalidades mais simples. A seguir, está demonstrado um exemplo do exercício 2, na tonalidade de sol maior.

O exercício 2 está representado de forma ascendente, e em 1 oitava. O ideal é tocar em 2 ou 3 oitavas (até ao sol agudo). De seguida, está visível de forma descendente:

O mesmo exercício, também pode ser tocado com outro tipo de articulação. Em vez de o compasso ser tocado todo com ligadura, podemos utilizar 2 colcheias ligadas mais 2 colcheias separadas (articuladas com a língua na palheta). O exercício a seguir, demonstra a alteração na articulação, na tonalidade de si bemol maior, de forma ascendente e em 1 oitava.

O exercício 3, em semicolcheias, também pode ser feito em tonalidades simples no início, e com ligaduras em todas as notas. Para variar e treinar a articulação, pode ser tocado com duas semicolcheias ligadas, e 2 semicolcheias separadas. A seguir, está exemplificado, em si bemol maior e em 1 oitava. Pode ser tocado em 2 ou 3 oitavas, dependendo do nível de aprendizagem do executante.

Tocar escalas maiores e menores, escalas cromáticas e arpejos, são indispensáveis para o bom desenvolvimento do instrumentista. A seguir, focaremos na escala cromática de mi, por exemplo. Esta pode ser tocada desde o mi grave, e até ao mi agudo (3 oitavas). Pode ser tocada com todas as notas ligadas, ou com variedade na articulação, como demonstrado a seguir, na escala cromática de mi, em 1 oitava.

Como se pode ver na figura acima, estão representadas 4 semicolcheias com 2 notas ligadas e 2 notas articuladas, e assim sucessivamente. De seguida, temos o mesmo exemplo de escala cromática, com 3 notas ligadas e 1 nota articulada.

Para variar mais na articulação, a escala cromática pode ser tocada com com 1 nota articulada, 2 ligadas, e a quarta semicolcheia articulada. O exemplo está visível a seguir.

Uma maneira que pode ajudar a tocar o exemplo acima com mais segurança, é tocando as ligaduras com uma pequena acentuação (apoio). De seguida e em forma de exemplo, é apresentado o exercício 3, na tonalidade de ré maior.

Para finalizar o exercício 3, este é representado igualmente em ré maior, no registo agudo, a seguir. Podemos observar que o compasso 7, apresenta o sol como a nota mais aguda do exercício.

Para tocar exercícios no clarinete corretamente, podemos ter em atenção a postura, a respiração e a embocadura. O infográfico a seguir ilustra esses aspetos.

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