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Para os primeiros passos na música, são apresentadas a pauta musical, as notas, a clave de sol, intervalos, escalas maiores e menores, dinâmica, entre outros pormenores, tendo como referência as minhas aprendizagens e o autor Med (1996).
As notas utilizadas na música são o dó, ré, mi fá, sol, lá e si. Estas notas também podem ser representadas por letras, da seguinte forma: o dó corresponde à letra C, o ré ao D, mi à letra E, ao fá corresponde a letra F, ao sol a letra G, ao lá a letra A, e ao si corresponde a letra B.
As notas são representadas na pauta musical, onde esta é constituída por cinco linhas e quatro espaços. Para escrever notas agudas ou mais graves, utilizam-se as linhas e os espaços suplementares. A imagem que se segue demonstra vários elementos musicais, como notas musicais, o valor de notas (neste caso semínimas) e a pausa de quatro tempos (no segundo compasso).

Neste exemplo, os compassos são separados por barras, onde temos 2 compassos. Logo no início da pauta está representada a clave de sol, e a indicação de compasso quaternário (representado por 4/4). As notas desenhadas na pauta correspondem ao sol, mi, ré e ré novamente, mas numa oitava diferente.
A clave de sol é desenhada apartir da segunda linha, linha que corresponde à nota sol. Se subirmos de forma ascendente na pauta, as notas também seguem o mesmo processo. Por exemplo, a seguir ao sol, temos a nota lá, representada no segundo espaço. No fundo, as notas são representadas nas linhas e nos espaços.
Quanto às figuras rítmicas e pausas, estas estão relacionadas na sua duração (ver imagem a seguir).

O primeiro compasso da imagem acima, começa por representar a clave de sol, a indicação de compasso quaternário, e depois o símbolo seguinte corresponde à pausa (silêncio na música) de quatro tempos. O segundo compasso demonstra duas figuras: a mínima (com duração de dois tempos), e a pausa que corresponde a dois tempos de silêncio. Já o terceiro compasso demonstra duas semínimas (com as duas hastes para cima), e duas pausas a seguir de semínima (onde cada uma tem um tempo de duração de silêncio). As notas das semínimas correspondem ao sol e lá.
No quarto compasso temos duas colcheias (com a nota sol), uma pausa de semínima, e quatro semicolcheias agrupadas com as notas dó, ré, mi, fá. As quatro semicolcheias equivalem a um tempo. O início do quinto compasso corresponde a uma fusa (com três colchetes), e a figura com quatro colchetes corresponde à semifusa.
Em relação às hastes, as notas colocadas até à terceira linha apresentam a haste para cima, e apartir do quarto espaço podem ter a haste para baixo.
O meio tom é o menor intervalo entre duas notas na música ocidental (Med, 1996). A oitava pode ser dividida em doze meios tons iguais. Quanto aos acidentes ou alterações, estes mudam a entoação da melodia e caracterizam-se por: sustenido (aumenta meio tom ao valor da nota); bemol (diminui meio tom ao valor da nota); bequadro (anula o efeito que estava representado na nota).

O exemplo acima demonstra notas com alterações, onde se pode reparar no formato dos símbolos. A primeira nota representa o lá sustenido, a segunda o dó bemol (como baixa meio tom passa a ser a nota si natural), a terceira nota representa o dó sustenido, a quarta o lá natural (com bequadro). No segundo compasso temo o lá duplo sustenido, que eleva um tom à nota, passando a ser o si natural. Já a segunda nota do segundo compasso corresponde ao sol duplo bemol, que abaixa 1 tom à nota, passando a ser fá natural.
Segundo Med (1996), o intervalo (diferença de altura entre dois sons) pode ser justo, maior, menor, aumentado, diminuto ou composto. Aos intervalos justos (ou perfeitos) pertencem os intervalos de 1°, 4°, 5°, 8°. Para os intervalos maiores e menores temos a 2°, 3°, 6° e 7°.
A primeira justa corresponde a dois sons com a mesma altura. A quarta justa ou perfeita é formada por dois tons e um meio tom. A quinta perfeita corresponde a três tons e um meio tom. A oitava perfeita corresponde a uma nota que se repete com o mesmo nome em relação à nota base no grave ou no agudo.
Nos intervalos maiores e menores, a segunda maior é formada por um tom, a segunda menor por meio tom, a terceira maior é formada por dois tons, a terceira menor por um tom e um meio tom. Já a sexta maior é feita com quatro tons e um meio tom, a sexta menor apresenta três tons e dois meios tons. A sétima maior é formada com cinco tons e um meio tom, a sétima menor é formada com quatro tons e dois meios tons. De seguida são apresentados exemplos de intervalos, na imagem.

O primeiro compasso da imagem acima corresponde a um exemplo de uníssono, com dois sons iguais. O segundo compasso, com o intervalo de mi a lá, indica que é uma quarta perfeita. Com meio tom de mi para fá, um tom de fá para sol, e de sol para lá outro tom, corresponde à formação de um intervalo de quarta com dois tons e um meio tom. O terceiro compasso, compreende o intervalo de ré a lá (formado por três tons e um meio tom), onde o meio tom se encontra de mi para fá. É de referir que os intervalos de mi para fá e de si para a nota dó compreendem meio tom e não um tom (como de dó para ré).
Já o intervalo do quarto compasso (com as notas sol e dó de forma descendente), significam um intervalo de quinta perfeita, com três tons e um meio tom. O compasso número 5 demonstra as notas dó e dó na oitava superior, indicando um intervalo de oitava perfeita. O compasso número 6, na segunda pauta, significa um intervalo de segunda maior, com as notas fá sustenido e mi. Já a seguir, temos um intervalo de segunda menor, com as notas ré e mi bemol.
O intervalo ré sustenido e si de forma descendente, corresponde a uma terceira maior (compreendendo dois tons). O último exemplo da imagem acima, indica o intervalo com os sons dó e mi bemol, indicando um intervalo de terceira menor (intervalo mais curto do que a terceira maior). Na imagem a seguir, são demonstrados mais exemplos de intervalos, como intervalos de 6° e 7°.

Como mencionado anteriormente, a sexta maior apresenta quatro tons e um meio tom na sua extensão, onde podemos observar no compasso um na figura acima, as notas mi e sol de forma descendente, a representar esse mesmo intervalo. O segundo compasso apresenta o intervalo dó e lá bemol, sendo um intervalo de sexta menor. Já o terceiro compasso indica as notas mi e ré sustenido de forma ascendente, sendo um intervalo de sétima maior (com cinco tons e um meio tom). O último compasso da figura acima, apresenta o intervalo dó e si bemol, sendo um intervalo de sétima menor (com meio tom entre as notas mi e fá, e lá e si bemol).
De seguida, são apresentados os intervalos aumentados e diminutos. Segundo Med (1996, p.71), os intervalos aumentados apresentam um meio tom cromático a mais que os intervalos perfeitos ou maiores. Por exemplo, o intervalo com as notas dó e fá, corresponde a uma quarta perfeita. Se substituirmos o fá por um fá sustenido, temos o intervalo dó e fá sustenido (quarta aumentada). Outro exemplo de intervalo aumentado, é o intervalo de dó para mi sustenido (terceira aumentada).
Os intervalos diminutos, ao contrário dos intervalos aumentados, em vez de aumentarem o valor do intervalo, diminuem meio tom cromático aos intervalos perfeitos ou menores. Temos o exemplo do intervalo com as notas ré e sol (quarta perfeita), onde podemos substituir a nota sol pelo sol bemol, ficando assim um intervalo de quarta diminuta (4° D). Outro exemplo de intervalo diminuto, é o intervalo dó e mi bemol (terceira menor), onde podemos substituir o dó natural por dó sustenido para formar uma terceira diminuta (3° D).
Em relação às escalas, estas podem ser maiores e menores. A escala maior é constituída por dois meios tons (entre o terceiro e quarto grau, e o sétimo e primeiro grau), e entre os restantes graus há um tom entre eles. Por exemplo, a escala de dó maior começa em dó, com todas as notas naturais, e os meios tons encontram-se entre as notas mi e fá, e si e dó. Para exemplificar escalas maiores com bemóis, utilizaremos a escala de fá maior. Esta é constituída por todas as notas naturais, mas o si é si bemol em vez de natural. Seguindo a estrutura da escala de dó maior para demonstrar a escala de fá maior, os intervalos com meios tons (terceiro e quarto, e sétimo e primeiro), encontram-se entre as notas lá e si bemol, e as notas mi e fá.
Para compreender melhor a formação das escalas, de seguida é apresenta a ordem dos sustenidos e dos bemóis. Estes têm uma ordem específica para serem apresentados, onde a ordem dos bemóis é o contrário da ordem dos sustenidos.

Para identificar o nome da escala, basta subir uma segunda menor acima do último sustenido da armação. Por exemplo, se a escala tem três sustenidos (fá#, dó#, sol#), se subirmos meio tom ao terceiro sustenido, temos como resultado a tonalidade de lá maior.
Para encontrar o nome da escala em escalas com bemóis, este encontra-se no penúltimo bemol da escala. Por exemplo, se temos a escala com três bemóis (si, mi e lá bemol), o penúltimo bemol corresponde à nota mi, sendo a escala de mi bemol maior.
Em relação às escalas menores, estas podem ser naturais, harmónicas e melódicas. A escala relativa menor é formada apartir do sexto grau da escala maior. Por exemplo, a relativa menor de dó maior é lá menor. A escala de lá menor natural, apresenta as mesmas alterações da escala de dó maior (neste caso tudo natural). A escala de lá menor harmónica, apresenta três meios tons, entre os graus dois e três, cinco e seis, sete e primeiro. Nos graus seis e sete, temos um intervalo de segunda aumentada (Med, 1996, p. 136). De seguida, está representada na imagem, a escala de lá menor harmónica.

Podemos reparar em cima, no intervalo de segunda aumentada, entre os sons fá e sol sustenido. A escala menor melódica é diferente da escala menor natural, nos graus seis e sete (aumentam meio tom na forma ascendente). Já na forma descendente, voltam a ter o mesmo formato da escala menor natural. A imagem seguinte demonstra a escala de lá menor harmónica.

Na imagem acima, podemos observar o aumento de meio tom, nas notas fá e sol, que passam a ter sustenidos. Já na forma descendente, as notas apresentam bequadros, indicando que as mesmas passam a ser naturais, como na escala de dó maior.
A seguir são dados mais exemplos de escalas, a escala de sol maior e as respetivas relativas menores. A escala de sol maior é formada com fá sustenido, e para saber qual é a relativa menor vamos ao sexto grau da nota sol, que representa o mi (mi menor). A escala de mi menor natural, é formada com as mesmas alterações de sol maior (o fá sustenido). A escala de mi menor harmónica é representada da seguinte forma:

Podemos reparar na imagem anterior, que a escala de mi menor harmónica apresenta o sétimo grau (ré sustenido) aumentado meio tom, em relação à escala de sol maior. De seguida, é apresentada a escala de mi menor melódica.

A escala de mi menor melódica, apresenta na forma ascendente os graus seis e sete aumentados meio tom, em relação à escala de sol maior. Já na forma descendente, demonstram o mesmo formato da escala de sol maior, apenas com o fá sustenido.
No final do artigo, partilho um quiz para quem tiver interesse em testar os seus conhecimentos. Pode aceder no seguinte link: Quiz sobre notas, intervalos e escalas.
Para saber mais sobre leitura rítmica e melódica e escrita musical, pode consultar o ebook Assunto Grave Leitura e Escrita.
Referências bibliográficas
Med, B. (1996) Teoria da Música. Brasília. Musimed.
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