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O sistema respiratório é constituído pelos pulmões e pelas vias respiratórias. Na inspiração (entrada do ar), inspiramos o oxigênio, e na expiração (saída do ar), o ar libertado corresponde ao dióxido de carbono.
Na respiração, podem utilizar-se o diafragma e os músculos abdominais. Por exemplo, “Através da contração dos músculos abdominais, o conteúdo abdominal é empurrado de volta para dentro da caixa torácica, movendo assim o diafragma para cima, o que acaba por provocar a diminuição do volume dos pulmões.” (Faria, 2016, p. 30). Este processo está relacionado com a expiração. Já na inspiração, o diafragma e os músculos intercostais são contraídos, expandindo a cavidade torácica, o que permite a entrada do ar.
Segundo Ferreira (2017), existem quatro tipos de respiração: a respiração alta ou respiração clavicular; a respiração média, conhecida também como respiração torácica ou intercostal; respiração abdominal ou diafragmática; e a respiração completa. O mesmo autor refere que “A Respiração Abdominal ou Respiração Diafragmática e a Respiração Completa são de extrema importância e devem ser dominadas por qualquer instrumentista de sopro. Há passagens musicais rápidas em que não sendo possível utilizar a respiração completa, o recurso à respiração abdominal é imprescindível.” (Ferreira, 2017, p. 54).
Em relação à respiração feita para tocar clarinete, são apresentados alguns exercícios que podem ajudar a melhorar a execução:
- Colocar a palheta mais para cima na boquilha e de seguida soprar, vai requerer maior quantidade de ar para tentar emitir um som. O objetivo do exercício é soprar várias vezes com a palheta para cima, e posteriormente tocar com a palheta montada corretamente e verificar a diferença. Nesta fase, é possível que seja mais fácil a execução, com o ar a fluir mais naturalmente, sem contrações nos ombros e/ ou braços.
- O segundo exercício consiste em tocar sem emitir um som, ou seja, o ar tem que passar através do instrumento, mas não se deve ouvir som, apenas ar. Uma forma de controlar a direção do ar, é imaginar e direcionar o ar para o final da campânula. Isto ajuda a controlar e a ter mais consciência da direção e da pressão do ar.
- O terceiro exercício que pode ajudar a controlar a direção do ar é feito sem o instrumento. Consiste em colocar um papel de pequenas dimensões na parede, e sustentar o mesmo sem deixar cair ao chão. Isto requer maior pressão de ar, e um maior controlo e rapidez na inspiração. Também é necessário prolongar mais a expiração para segurar bem e por mais tempo o papel.
- O próximo exercício consiste em tocar notas longas. Pode ser com a escala cromática, quatro tempos cada nota lentamente, até à nota mais aguda que sentirmos conforto. Para executantes mais em iniciação, tocar até ao dó agudo pode ser o suficiente. Isto evita a possibilidade de apertar em demasia a palheta, nas notas a seguir ao dó agudo.
De seguida, é apresentada uma imagem que ilustra um exercício de respiração para clarinete.

Para além de controlar a respiração a tocar clarinete, é fundamental preparar o corpo para a prática musical, de forma a evitar lesões. Manter o corpo bem aquecido pode ajudar na agilidade dos dedos e na postura. A melhoria da postura também se pode refletir na respiração e no controlo do instrumento. Neste sentido, o ebook Aquecimento corporal para músicos pode auxiliar com exercícios simples e o que fazer em caso de dor.
Referências bibliográficas:
Faria, N. (2016) Exercícios de respiração no ensino musical: trompa: relatório final de prática de ensino supervisionada. Universidade de Aveiro.
Ferreira, C. (2017) Exercícios de respiração para uma boa aprendizagem do clarinete. Instituto Politécnico de Castelo Branco. Escola Superior de Artes Aplicadas.
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